A DVG Sical realiza estudo inédito para medir a resistência de blocos CCA ao fogo

Parceria com Corpo de Bombeiros de MG viabiliza testes em escala real

“A capacidade de resistência ao calor dos blocos da Sical é espetacular. É um material que tem muito potencial, que tem várias características que realmente se distinguem”
Igor Carvalho, diretor técnico da empresa da PI Engenharia

Blocos CCA DVG Sical mantêm integridade após mais de 60 focos de incêndio

A DVG Sical está desenvolvendo um estudo inédito no país sobre o desempenho mecânico dos blocos CCA DVG Sical antes e após a ocorrência do incêndio. O ensaio está sendo realizado pela PI Engenharia na estrutura do Laboratório de Perícia e Combate a Incêndios Urbanos, do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais. O protótipo foi construído com blocos de Concreto Celular Autoclavado, no Centro de Treinamento Profissional da corporação, há cerca de dois anos e já passou por mais de 60 focos e promoção de incêndio nos últimos 3 meses, mantendo as alvenarias em blocos DVG Sical e a estrutura da casa intactos e em boas condições de uso.

Os blocos CCA são testados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e declarados resistentes ao fogo, atendendo à norma de desempenho com um alto Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF). No estudo que está em andamento eles serão testados em situação real de incêndio para medir a resistência do material, após serem submetidos a altas temperaturas, através da tecnologia de ultrassonografia nos materiais da construção civil e seus sistemas construtivos, ensaio este não destrutivo o qual vem sendo bastante utilizado.

“Estamos fazendo um ensaio com ultrassom nos blocos da DVG Sical para entender o comportamento da estrutura sem ter que destruí-la. Usamos dois tipos de ondas ultrassônicas para medir a velocidade de propagação da onda dentro do material e assim calcularmos o coeficiente de Poisson, o modulo de elasticidade e a resistência do elemento antes e após o incêndio determinando a eficiência do sistema DVG Sical”.

Tecnologia de ultrassom permite análise estrutural sem danificar o material

A PI Engenharia é especializada em ensaios, diagnóstico estrutural e projetos de reforço e recuperação, e tem sido parceira da DVG Sical na busca por qualidade e inovações tecnológicas. O diretor técnico da empresa, Igor Carvalho, explica que o atual estudo constitui em construir um comparativo de capacidade de carga de resistência dos blocos antes e após o incêndio.

O estudo tem como objetivo descobrir o impacto de um incêndio no bloco. “Queremos saber quanto de prejuízo tem a estrutura depois de determinado tempo de incêndio, para estabelecer o nível de segurança”, pontua.

“Estamos fazendo um ensaio com ultrassom nos blocos da DVG Sical para entender o comportamento da estrutura sem ter que destruí-la. Usamos dois tipos de ondas ultrassônicas para medir a velocidade de propagação da onda dentro do material e assim calcularmos o coeficiente de Poisson, o modulo de elasticidade e a resistência do elemento antes e após o incêndio determinando a eficiência do sistema Sical”, detalha.

“Montar uma casa de testes, fazer todo esse procedimento é algo grande. No Brasil, não tenho conhecimento de outras empresas que realizem esse tipo de experimento com esse nível de controle e cuidado, de forma própria.”

Pesquisa inédita contribui para engenharia, academia e segurança estrutural

Além dos testes feitos na estrutura do Laboratório de Perícia e Combate a Incêndios Urbanos, também estão sendo realizados testes com os blocos em uma múfla. “Em nosso laboratório estamos utilizando amostras de blocos DVG Sical para estimar um aquecimento controlado e compará-lo com a temperatura máxima atingida no protótipo do Corpo de Bombeiros e, também, para realizar comparações com outros tipos de blocos para medir qual deles é mais eficiente”, conta.

Apesar de todos os testes já feitos, o estudo ainda depende de alguns ensaios de resistência para que se possa fazer a correlação de comportamentos e só deve ser concluído nos próximos meses. Mas Carvalho já antecipa que os resultados estão sendo “muito interessantes”. “A capacidade de resistência ao calor dos blocos da Sical é espetacular. É um material que tem muito potencial, que tem várias características que realmente se distinguem”, diz.

Para ele, a iniciativa da DVG Sical em fechar parcerias com o Corpo de Bombeiros e a PI Engenharia a coloca na vanguarda. “Montar uma casa de testes, fazer todo esse procedimento é algo grande. No Brasil, não tenho conhecimento de outras empresas que realizem esse tipo de experimento com esse nível de controle e cuidado, de forma própria. Esse tipo de iniciativa é mais comum em instituições acadêmicas. É comum ver isso acontecer em faculdades. É um trabalho inédito, que vai trazer muitos frutos tanto para a área acadêmica quanto para a técnica prática. Essa busca por conhecimento científico realmente é algo que valoriza a engenharia”, ressalta.